Construindo a notícia no telejornalismo

Sempre que assistimos as notícias veiculadas no telejornal, ficamos tão atentos às informações que são transmitidas e nem prestamos atenção na forma como ela é apresentada para nós.

Off, passagem e sonoras, todo dia você assiste isso na televisão, mas nem sabe o que cada um deles significa no telejornalismo. Essas são as principais técnicas utilizadas durante a construção da notícia, que fazem parte do dia a dia do jornalista.

 

OFF           

O termo Off dentro do telejornalismo se refere ao momento em que o repórter passa a informação ao telespectador, mas não aparece no vídeo. Neste caso, são utilizadas as imagens que foram captadas pelo repórter cinematográfico: pessoas andando, pássaros voando, alguém correndo, enfim, todo os tipos de situações servem para ilustrar a fala do repórter durante a matéria.

 

PASSAGEM

É a hora em que o repórter aparece na reportagem, geralmente para dar as informações mais relevantes da matéria e também serve como “prova” de que ele esteve no local onde ocorreu o fato.

 

SONORAS

Este acontece quando a reportagem dá voz às pessoas envolvidas diretamente ao acontecimento ou que podem acrescentar informações importantes para o entendimento do ocorrido. Normalmente são utilizadas falas curtas que ajudam a dar mais credibilidade à notícia, e em alguns casos a sonora serve de complementação ao off.

 

Vale lembrar que estes procedimentos são realizados por diversas vezes durante a produção de cada uma das matérias, com o objetivo deixar a matéria rica em informações sem torná-la longa.

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Como participar de uma grande equipe de televisão

No meio televisivo, o trabalho em equipe é essencial. Seja para realizar reportagens, passar os textos aos repórteres, montar a matéria de última hora, sempre é preciso de no mínimo três pessoas para fazer tais tarefas.

As reportagens, por exemplo, precisam ter em sua equipe: o repórter, o repórter cinematográfico e o assistente de iluminação. E cada um auxilia o trabalho do outro, sempre buscando os melhores ângulos de gravação, os especialistas no assunto noticiado, pessoas que passem informações confiáveis.

Por isso é importante que além de trabalharem juntos, exista certa harmonia no grupo, desde o momento em que a pauta é apresentada para a equipe.  Porque este é o momento em que a matéria começa a ganhar forma, e caso ocorra qualquer divergência, toda a produção será prejudicada.

A Câmera como instrumento de trabalho

São muitas as profissões que utilizam a câmera como um de seus instrumentos de seu trabalho, e uma delas é a do repórter cinematográfico. Sendo decorrente de outras profissões advindas tanto do cinema como da televisão, é normal que se confunda esta profissão com outras que possuam a câmera como equipamento.

A que mais se assemelha ao repórter cinematográfico por conta do uso da câmera é o operador de câmera. Esta profissão aparece na transição do cinegrafista para o repórter cinematográfico, quando se muda o ambiente de trabalho: do cinema para a televisão.

 créditos: blog família nx zero

Luciano Hulk vira operador de câmera do programa. 

Esse profissional trabalha apenas em gravações internas, sendo geralmente os estúdios e cenários seu ambiente de trabalho. Para ser um operador de câmera não é necessário ter conhecimentos jornalísticos e sim apenas um curso técnico sobre o uso da câmera e as técnicas que envolvem a gravação como luz e sombra e a qualidade do som.

O cinegrafista atua apenas com as produções cinematográficas (às vezes também em documentários) e em vez de gravar, ele filma. O termo ‘gravar’ é usado apenas no meio televisivo e quando se usa a câmera para registrar um curta ou longa metragem, o termo usado é ‘filmar’.

créditos: site de notícias ego.globo.com;  Gravação de cena filme “Encontro Explosivo”.

Para isso é preciso realizar a graduação em cinema e ter plenos conhecimentos do uso de câmera e as técnicas necessárias para seguir o roteiro planejado pelo diretor de filmagem.

Já o repórter cinematográfico sendo resultado da diferença entre estas duas profissões, precisa utilizar dos conhecimentos cinematográficos e jornalísticos para auxiliar na produção das tomadas externas nas matérias televisivas. Junto do repórter e de um ajudante de produção, eles vão atrás das imagens  dos acontecimentos para a melhor compreensão da reportagem transmitida aos telespectadores.

O Jornalismo como ascensão do repórter cinematográfico

O repórter cinematográfico nem sempre foi chamado assim, antes do reconhecimento jornalístico, o profissional trilhou pelos holofotes do cinema documental.

Foi Dziga Vertov quem deu início ao cinema documental, com o método do “cine-olho” que valorizava mais os bastidores da produção do que o roteiro, valorizando a captação de imagens do cinegrafista ou “câmera man”.

Mas o profissional ganha maior destaque na mudança de sua atuação, do cinema para a televisão em 1970. E utilizando dos recursos cinematográficos, ele passa a ser requisitado para realizar gravações de programas e telejornais. Naquele momento o cinegrafista poderia ser confundido com o operador de câmera, porém ambas são profissões distintas.

Em 1980, na TV Gazeta com a produção do programa “Câmera Aberta” surge um novo método de fazer jornalismo, foi quando a profissão do repórter cinematográfico começa a se consolidar no meio jornalístico. E o profissional passou a ser requisitado para gravar cenas externas para os telejornais diários.